Segunda, 15 de dezembro de 2025

Lula afirma que ‘todo mundo sabe’ o que Bolsonaro fez após prisão

Lula afirma que 'todo mundo sabe' o que Bolsonaro fez após prisão
© Valter Campanato/Agência Brasil

Durante uma entrevista à imprensa em Joanesburgo, na África do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre a recente prisão de Jair Bolsonaro. Lula declarou que “todo mundo sabe” o que o ex-presidente fez, ressaltando que a Justiça agiu conforme necessário ao condená-lo.

A prisão de Bolsonaro foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que citou um possível risco de fuga como uma das razões para a decisão. Lula acrescentou: “Eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte, a Justiça tomou uma decisão, e ele teve todo o direito à presunção de inocência. Foram praticamente dois anos e meio de investigação e julgamento. A Justiça decidiu, está decidido, e ele vai cumprir a pena que a Justiça determinou”.

Mais tarde, Lula também foi questionado sobre sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que fez declarações retóricas contra o Brasil em resposta ao julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe. Lula respondeu: “Acho que o Trump tem que saber que nós somos um país soberano, que a nossa Justiça decide o que decide aqui está decidido”.

Risco de Fuga e Prisão

A decisão de prisão preventiva de Bolsonaro teve como base a tentativa de violação de sua tornozeleira eletrônica, reportada na última sexta-feira. Ele foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, onde participou de uma audiência por videoconferência após sua detenção.

Os advogados de Bolsonaro alegaram que a tornozeleira eletrônica foi aplicada para “causar humilhação” e que a ideia de fuga é uma narrativa usada para justificar a prisão. Um recurso será apresentado à Justiça para contestar a decisão de prisão preventiva.

Condenação e Futuras Decisões do STF

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses pela ação penal relacionada ao plano de golpe e, se os últimos recursos forem rejeitados, as penas serão executadas. A defesa já solicitou a concessão de prisão domiciliar, que foi negada pelo ministro Moraes.

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