Sábado, 08 de agosto de 2026

Itabira recebe projeto de lei para construção de 80 casas populares

A Prefeitura de Itabira apresentou um projeto de lei que prevê a construção de 80 casas populares, com terrenos doados ao Fundo de Arrendamento Residencial como parte do programa Minha Casa Minha Vida.

Itabira recebe projeto de lei para construção de 80 casas populares
Foto: Carol Veloso

A Prefeitura de Itabira apresentou, nesta terça-feira (5), um projeto de lei à Câmara Municipal para a doação de três terrenos ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), parte do Programa Minha Casa Minha Vida. A proposta, aprovada após análise técnica da Caixa Econômica Federal, prevê a construção de 80 unidades habitacionais, distribuídas em três empreendimentos: Pedras do Valle I com quatro blocos e 32 unidades; Pedras do Valle II com cinco blocos e 40 unidades; e Fazenda do Lago com um bloco e oito unidades.

O processo de aprovação segue todas as etapas exigidas pela Caixa Econômica Federal, com o chamamento público para a contratação da empresa responsável já em andamento. Após a homologação, a operação será analisada e autorizada pelo Ministério das Cidades.

A escolha de terrenos com menor densidade habitacional foi uma decisão estratégica do Executivo. Em comunicado, a gestão afirmou: “A Prefeitura optou por um modelo que rompe com a lógica dos grandes conjuntos habitacionais, apostando na integração urbana e na qualidade de vida dos futuros moradores”.

O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) destacou que a iniciativa visa evitar a concentração de moradias em um único local, afirmando: “Não vamos reproduzir modelos do passado que geraram bolsões de vulnerabilidade social. O objetivo é garantir que cada empreendimento contribua de forma equilibrada para o planejamento urbano de Itabira.”

O projeto de lei agora segue para apreciação do Legislativo Municipal, onde passará por análise das comissões antes de ser votado. O presidente da Câmara, Carlos Henrique Silva Filho (Solidariedade), enfatizou a relevância e urgência da proposta, sublinhando a importância das moradias para famílias em situação de vulnerabilidade. Ele afirmou: “Estamos falando de casas de nível 1, voltadas para famílias necessitadas”, ressaltando a necessidade de agilidade no processo.

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