Quarta, 16 de setembro de 2026

Instituto Vladimir Herzog avisa Fachin sobre risco de interferência americana nas eleições

O presidente do Instituto Vladimir Herzog fez um alerta ao STF sobre a possibilidade de intervenções dos EUA nas próximas eleições brasileiras, destacando a importância de garantir a integridade do processo democrático.

Instituto Vladimir Herzog avisa Fachin sobre risco de interferência americana nas eleições
© G. Dettmar/ CNJ

O presidente do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, enviou uma carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, alertando sobre a possibilidade de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. O aviso foi datado de 19 de agosto.

Na correspondência, Sottili destaca que há indícios de que o governo do ex-presidente Donald Trump pode não reconhecer o resultado das eleições, algo que ele percebeu após conversas com lideranças políticas e representantes da sociedade civil durante sua visita aos EUA.

“Já existe ingerência externa por parte dos Estados Unidos e há um indício muito forte de que, sim, a tendência seguirá nesta crescente, em relação às eleições brasileiras para a presidência e o possível não reconhecimento do resultado ao pleito”,

expôs Sottili.

A missiva também expressa preocupação com o papel da Organização dos Estados Americanos (OEA), que está envolvida na supervisão de processos eleitorais em países-membros. O Instituto pede prudência das instituições brasileiras para assegurar que a OEA atue com autonomia e postura republicana, longe das pressões políticas internacionais.

Além disso, o Instituto Vladimir Herzog solicita uma posição do STF em face das ameaças externas. Para a entidade, um hipotético questionamento internacional do resultado poderia comprometer a legitimidade da Corte e ser utilizado para questionar decisões judiciais internamente.

“Um eventual questionamento internacional do resultado eleitoral pode deixar de ser apenas um problema diplomático quando passa a ser utilizado internamente para deslegitimar decisões judiciais, estimular o descumprimento da Constituição, atacar a independência do Poder Judiciário ou sustentar iniciativas voltadas à ruptura da ordem democrática”,

finaliza a carta.

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