Sábado, 07 de março de 2026

Impacto do ataque ao Irã: preço do petróleo dispara e dólar sobe

Impacto do ataque ao Irã: preço do petróleo dispara e dólar sobe
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na manhã desta segunda-feira (2), o preço do petróleo no mercado internacional teve um aumento significativo, logo após a ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultou na morte de centenas de pessoas, incluindo o líder supremo Iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e outras figuras de destaque.

Por volta das 12h, o contrato futuro do petróleo tipo Brent, referência global, estava em negociação em Londres a aproximadamente US$ 79 por barril, marcando uma alta de cerca de 7,6%. O WTI, negociado em Nova York, superava US$ 71, refletindo um aumento próximo a 6%.

O Estreito de Ormuz é uma passagem vital que conecta os golfos Pérsico e de Omã, pela qual transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. A constante análise realizada por especialistas, como Rodolpho Sartori da Austin Rating, indica que a potencial interrupção no estreito eleva os preços do petróleo rapidamente, pois uma oferta reduzida pode acontecer se a passagem for bloqueada.

No Brasil, as ações da Petrobras na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) foram cotadas a R$ 44,39, representando uma alta de 3,90%.

De acordo com o gerente de tesouraria do Banco Daycoval, Otávio Oliveira, o problema não reside apenas na produção, mas sim na logística do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Se o tráfego de navios for interrompido, pode causar grandes distúrbios na cadeia produtiva.

Além disso, a inflação no Brasil pode ser impactada caso a guerra se estenda, forçando repasses de preços ao consumidor. A taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, pode ter um corte menor do que o esperado na próxima reunião do Copom em março, devido a essa instabilidade. Otávio Oliveira menciona que isto poderia ocorrer, pois a Selic, por exemplo, pode ser reduzida em apenas 0,25 pontos percentuais ao invés de 0,50.

O dólar também apresentou aumento, atingindo R$ 5,20, com uma alta de quase 1%. Essa mudança é atribuída ao fenômeno de “fuga do risco”, onde investidores transferem seus recursos para economias mais estáveis, resultando na valorização da moeda americana. Rodolpho Sartori acredita que o cenário do dólar está mais complexo, prevendo uma oscilação na faixa de R$ 5,20 a R$ 5,25.

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