O deputado estadual Guto Zacarias (União-SP), criador do Janjômetro, revelou durante um episódio do podcast Diário do Poder que sofreu ameaças do próprio governo Lula (PT) para retirar sua plataforma do ar, que monitora gastos da primeira-dama Janja com dinheiro público.
Em suas declarações, Guto afirmou: “Eu recebi ligações de pessoas ligadas a alguns mistérios aqui do governo Lula, evidentemente, para não dar palanque sobre isso. Prontamente, eu disse que não ia tirar o Janjômetro do ar, evidentemente, que não iam me parar com qualquer tipo de ameaça, até porque nada podiam fazer, não conseguiram e tiraram o pé, claro”.
Sobre as ameaças, o parlamentar ofereceu uma solução: “Querem que eu pare de divulgar os gastos da Janja? É muito fácil: é só pedir para a Janja parar de gastar”. Guto Zacarias defende que o Janjômetro é uma ferramenta crucial para a fiscalização de gastos públicos.
Ele destaca que, ao lançar a plataforma, os gastos da primeira-dama eram de aproximadamente 62 milhões de reais, mas que atualmente se aproximam de 120 milhões. “O Janjômetro é uma ferramenta importantíssima. Então, o crescimento da plataforma e notícias criticando os gastos é causado justamente pela indignação com os gastos da Janja”, afirmou.
Guto também mencionou que Janja não ocupa nenhum cargo eletivo, ressaltando que sua função, como primeira-dama, deveria ser dar exemplo e atuar em prol das mulheres, especialmente em um momento em que a população enfrenta dificuldades financeiras. “Ela não foi eleita para cargo legislativo, não é senadora, não é presidente, é nada. É a primeira-dama, e sua função é dar exemplo”.
Além disso, o deputado destacou as regalias que a primeira-dama mantém, como gabinetes e algumas prerrogativas típicas de servidores públicos, mesmo sem exercer uma função pública formal: “Curioso esse caso que a Janja é funcionária pública, né? Saiu matéria na mídia mostrando que ela tinha vários assessores, que tinha uma sala do lado da Presidente da República”. Guto conclui: “Ela não é uma funcionária pública na hora de ter deveres, mas na hora de receber direitos e privilégios, ela recebe sim”.
























