O governo federal exonerou, na noite de sexta-feira, dia 9, o diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), Marcos de Brito Campos Júnior. Essa decisão ocorreu quase um mês após ele ser alvo da Polícia Federal em uma nova fase da operação que investiga corrupção e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A exoneração foi publicada no mesmo dia em que o Estadão questionou Marcos de Brito e o Dnit sobre conversas obtidas pela PF que indicam pagamentos de propina em demonstração de dinheiro vivo a ele, enquanto atuava como superintendente do INSS no Nordeste.
A defesa de Marcos de Brito, ao responder os questionamentos às 17h12 do dia da exoneração, destacou que ele havia colocado seu cargo à disposição do Dnit, embora a demissão não tivesse sido formalizada até aquele momento.
A Polícia Federal revelou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que foram encontrados diálogos sobre entregas de propina em dinheiro para Marcos de Brito Campos Júnior. Em 18 de dezembro, ele já havia sido objeto de busca e apreensão, além de ter recebido o uso de tornozeleira eletrônica.
Um exemplo da situação é uma mensagem enviada pelo Careca do INSS, que pediu a um funcionário, Rubens Costa, para organizar a entrega de R$ 20 mil a Marcos de Brito, com a orientação de que o dinheiro deveria ser tratado com discrição.
A PF também detectou conversas relacionadas à entrega de dinheiro vivo a um ex-assessor parlamentar do senador Weverton Rocha.
Essas informações foram encaminhadas ao ministro do STF, André Mendonça, que é o responsável pelo caso. O Careca do INSS se encontra preso desde setembro, acusado de liderar um esquema de descontos irregulares em aposentadorias do INSS, além de promover o pagamento de propinas a funcionários públicos.
A defesa de Marcos de Brito Campos Júnior emitiu um comunicado refutando as acusações e alegando que ele não participou de atividades ilícitas em sua trajetória profissional.
A defesa ressalta que o doutor Marcos de Brito possui patrimônio modesto e compatível com suas rendas, visando resguardar a reputação da Instituição e permitindo o pleno exercício do seu direito de defesa.

























