Segunda, 20 de abril de 2026

Gilmar Mendes defende o STF e refuta críticas em redes sociais

Gilmar Mendes defende o STF e refuta críticas em redes sociais
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais para responder às frequentes críticas direcionadas ao Poder Judiciário no Brasil.

Em uma postagem publicada no início da noite, Mendes destacou a importância da Corte como defensora da Constituição e do Estado de Direito, ressaltando que seu papel é impedir retrocessos e proteger as garantias fundamentais.

“No Dia da Independência, é importante ressaltar que a verdadeira liberdade não provém de ataques às instituições, mas sim do seu fortalecimento”, afirmou Mendes, em um momento que coincide com atos organizados por políticos de direita e grupos religiosos em apoio à anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro e de réus condenados pelos eventos de 8 de Janeiro.

“Não há, no Brasil, ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”, disse Mendes.

O ministro enfatizou que a atuação dos integrantes da Corte visa preservar os direitos e proteções garantidos pela Constituição Federal a todos os cidadãos brasileiros.

Sem citar nomes específicos, Mendes fez alucões às críticas feitas por Jair Bolsonaro e seus apoiadores ao sistema eleitoral e à gestão da pandemia.

“Para falarmos sobre os perigos do autoritarismo, basta lembrarmos de nosso passado recente: milhares de mortos durante a pandemia; vacinas negligenciadas; ameaças ao sistema eleitoral e à separação dos Poderes; movimentos pedindo intervenção militar; tentativas de golpe de Estado que envolveram violência e destruição de patrimônio público”, comentou o ministro.

Em outra parte do debate, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante um ato público, criticou a liderança do ministro Alexandre de Moraes, referindo-se à sua atuação como “tirania”.

“O que o Brasil realmente não pode mais suportar são as tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo”, finalizou Gilmar Mendes.

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