No último domingo (11), o senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República pelo PL, cumpriu agenda na capital paulista, onde se reuniu com prefeitos e vereadores da região da Grande São Paulo. O encontro ocorreu em um prédio localizado no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade.
Flávio estava acompanhado de Tarcísio de Freitas, governador do estado, e Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, além de outras autoridades. Durante seu discurso, o candidato fez críticas ao ex-presidente Lula e mencionou a queda nas taxas de juros futuros após o primeiro turno eleitoral.
“O futuro ex-presidente da República me desafiou a explicar de quais setores tirarei R$ 250 bilhões. A primeira coisa que farei é retirar esse cara da presidência. A taxa de juros futura caiu 1% assim que viramos a frente no segundo turno”, destacou Flávio.
Ele também afirmou que, para cada 1% de redução na taxa de juros, cerca de R$ 100 bilhões são liberados no orçamento. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi mencionado como um possível futuro ministro do candidato, embora sua gestão no BC tenha sido marcada pela elevação significativa das taxas de juros.
Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro declarou que os cortes de gastos públicos prometidos não afetarão a área social e negou quaisquer reduções no Bolsa Família e no Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Os aposentados terão valorização acima da inflação”, comentou.
Ele expressou confiança de que sua futura equipe econômica seria capaz de realizar cortes necessários e ainda mencionou que a taxa de juros poderia cair de 2% a 4% rapidamente.
Críticas e Histórico
Parte das críticas ao plano de governo de Flávio está ligada às ações de seu pai, Jair Bolsonaro, como mudanças nas políticas do BPC e na transformação do Bolsa Família em Auxílio Brasil, um programa que enfrentou riscos de irregularidades segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).
No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023, enviado em 2022, o governo de Jair Bolsonaro propôs uma redução de 59% nos recursos do programa Farmácia Popular, que não foi mantida no orçamento aprovado pelo Congresso, que expandiu os recursos destinados ao programa.























