A Câmara Municipal de Itabira enfrenta um problema sério de aderência e permanência dos vereadores durante as reuniões de comissões. Esses encontros, realizados semanalmente às segundas-feiras, têm como objetivo analisar e discutir propostas legislativas, ouvir reivindicações da população e acompanhar as contas da administração municipal.
Entretanto, nos primeiros sete meses de 2025, a presença efetiva dos 17 vereadores tem sido alarmantemente baixa. Muitas vezes, menos de 10 parlamentares estão presentes e, mesmo assim, a maioria não permanece até o final das reuniões.
Alguns vereadores participam apenas da primeira parte e depois se retiram para seus gabinetes, enquanto outros costumam se distrair no plenário ou ficam até a chamada “primeira rodada de sabatina”. É importante ressaltar que essa situação não é uma exclusividade da atual legislatura, já que se repete há anos em Itabira e no Brasil.
A Ausência em Prestação de Contas
No plenário da Avenida Carlos Drummond de Andrade, a falta de representantes nas comissões temáticas permanentes durante as prestações de contas tem chamado a atenção. Por exemplo, no dia 7 de julho, apenas um membro da Comissão de Educação compareceu para a apresentação de contas, enquanto outros dois não estavam presentes. Da mesma forma, houve casos recentes onde o presidente da Comissão de Saúde não compareceu para acompanhar a secretária da saúde.
No dia 14 de julho, a mesma situação se repetiu com ausências de membros da Comissão de Assistência Social, resultando em um cenário de estagnação nas atividades legislativas.
Reuniões Ordinárias: Um Cenário Similar
As reuniões ordinárias, agendadas para terças-feiras, também enfrentam problemas de esvaziamento. Os encontros frequentemente começam atrasados, e a quantidade de vereadores presentes diminui significativamente com o passar do tempo, o que compromete até mesmo o quórum necessário para deliberações.
É válido mencionar que todos os vereadores são obrigados a comparecer e devem justificar suas ausências, sob pena de descontos em seus salários. Essa é uma responsabilidade que, paradoxalmente, parece não estar sendo devidamente levada a sério pelos representantes do povo.























