O governo dos Estados Unidos está se aproximando de uma possível guerra de grande escala contra o Irã, com uma ação militar iminente, de acordo com uma reportagem do site Axios.
Fontes do Axios relatam que o presidente Donald Trump tem demonstrado “impaciência”, com um assessor anônimo apontando que a probabilidade de uma ação militar nas próximas semanas é de cerca de 90%. Essa ação militar seria significativamente mais abrangente do que a ação pontual realizada na Venezuela, caracterizando um cenário de “guerra total”.
Além disso, a campanha militar pode ser realizada em conjunto com Israel, tendo um escopo mais amplo que o conflito de 12 dias no qual os EUA participaram de ataques às instalações nucleares subterrâneas iranianas em junho de 2025.
Segundo relatos de dois oficiais israelenses, o governo de Israel se está preparando para um possível cenário de guerra nos próximos dias. O senador Lindsey Graham também mencionou que ataques podem ocorrer dentro de algumas semanas.
Enquanto isso, o presidente Trump participa indiretamente das negociações, expressando um otimismo cauteloso em relação à possibilidade de um acordo, embora mantenha a pressão de ações militares. Os EUA exigem o desmantelamento completo do programa nuclear, limites ao arsenal de mísseis balísticos, e a cessação do apoio aos grupos armados regionais.
Por outro lado, o governo de Masoud Perezhkian defende que seu programa é pacífico e pede que as negociações se concentrem exclusivamente na questão nuclear e na suspensão das sanções econômicas.
A tensão militar aumenta, com os EUA enviando forças ofensivas, como o porta-aviões USS Abraham Lincoln para o Golfo e o USS Gerald Ford se aproximando do Mediterrâneo para forçar Teerã a aceitar os termos exigidos.
Em resposta, o Irã realizou exercícios militares com fogo real e fechou parcialmente o Estreito de Ormuz por algumas horas em 17 de fevereiro, além de realizar manobras navais conjuntas com a Rússia no Golfo de Omã.
























