As tensões entre Brasil e Estados Unidos aumentaram após o anúncio de sanções pelo Departamento de Estado americano contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida incluiu a revogação do visto do ministro, conforme afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, alegando “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apoiadores de Bolsonaro relataram que representantes do Departamento de Estado dos EUA informaram que as sanções a Moraes e outros membros do STF seriam “apenas o começo”. Além disso, novas punições em análise incluem:
- Aumento das tarifas de importação de produtos brasileiros de 50% para 100%
- Punições em conjunto com a OTAN
- Restrição ao uso de satélites e sistemas de GPS pelo Brasil
O sistema GPS, utilizado em dispositivos móveis, veículos e equipamentos de monitoramento, é fundamental para navegação e mapeamento. Criado no final do século 20 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, inicialmente atendia a aplicações militares.
Possibilidade de bloqueio do GPS no Brasil
Especialistas comentam se o bloqueio do GPS seria viável. Segundo Eduardo Tude, engenheiro e presidente da Teleco, “É muito difícil bloquear isso para um país”. O sinal do GPS é unidirecional, transmitido desde o espaço e captado por receptores em todo o mundo.
Embora bloquear o sinal globalmente seja complicado, existem métodos para interrompê-lo em áreas específicas, como o jamming, que utiliza transmissores para sobrepor sinais GPS. Tude ressalta que esta prática seria considerada um ato de sabotagem.
As novas sanções e a discussão sobre o GPS geram preocupação nas relações internacionais entre Brasil e EUA, trazendo à tona a complexidade do cenário político atual.
























