Os Estados Unidos anunciaram na última quinta-feira (4) novas sanções econômicas contra Cuba, direcionadas aos setores de mineração, turismo e a altas autoridades do governo da ilha. As medidas foram informadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
Entre os alvos das sanções estão a Minera la Victoria, uma joint venture da mineradora cubana Geominera com a empresa australiana Antilles Gold, e a companhia de turismo Amistur Cuba. Além disso, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel e seus familiares também foram incluídos na lista.
Essas sanções proíbem transações e negociações que envolvam bens ou interesses das pessoas e entidades citadas, válidas para cidadãos, empresas ou instituições que operam nos Estados Unidos ou dentro de seu território. Será imposta penalidade a bancos e empresas estrangeiras que ofereçam serviços a esses alvos.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, enfatizou que as instituições financeiras e companhias que mantêm operações com as entidades sancionadas devem suspender suas atividades, aumentando o impacto indireto das medidas sobre empresas internacionais.
Além das empresas mencionadas, o governo dos EUA também sancionou o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e os Comitês para Defesa da Revolução, evidenciando uma política de pressão contínua sobre o governo cubano.
O presidente Donald Trump já havia indicado que poderia tratar de questões relacionadas a Cuba após abordar o Irã, insinuando interesses em potenciais investimentos na ilha. O governo cubano reagiu, interpretando essas declarações como uma ameaça velada.
O presidente Miguel Díaz-Canel criticou as novas sanções, alegando que elas afetam seriamente a população cubana. O chanceler Bruno Rodríguez também denunciou a medida como ilegítima e uma tentativa de intervenção nos assuntos internos de Cuba.
Estas sanções se agregam a diversas restrições econômicas que os Estados Unidos impuseram à Cuba ao longo dos últimos 70 anos, com um bloqueio que foi ampliado em 2025.
Recentemente, em janeiro, os EUA ameaçaram punir países e empresas que vendessem petróleo a Cuba, o que resultou na ilha ficar três meses sem importações desse recurso, levando a apagões, dificuldades no transporte público, aumento de preços e escassez de produtos básicos.
Com informações da Agência Brasil.
























