Domingo, 18 de janeiro de 2026

EUA defende controle do petróleo venezuelano em reunião da OEA

EUA defende controle do petróleo venezuelano em reunião da OEA
© Juan Manuel Herrera/OAS

Em uma reunião de emergência realizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), o embaixador dos EUA, Leandro Rizzuto, enfatizou que o petróleo da Venezuela não deve ficar nas mãos de adversários do Hemisfério Ocidental. A reunião teve como foco os recentes ataques dos EUA à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro no último sábado (3).

Rizzuto declarou: “Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental.” Ele ressaltou que os lucros gerados pelo petróleo não estão beneficiando o povo venezuelano.

“Queremos um futuro democrático para a Venezuela e pedimos a soltura imediata dos cerca de mil prisioneiros políticos,” declarou.

Além disso, Rizzuto reafirmou que os Estados Unidos não invadiram a Venezuela e que a operação tinha como propósito o mandato de prisão contra Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A ação resultou na remoção deles à força, através de uma operação militar que causou perdas entre os membros das forças de segurança do presidente e danos em Caracas.

Sobre o contexto legal da operação, o representante dos EUA na ONU, embaixador Michael Waltz, disse que ela tinha um caráter jurídico, não militar. “Foi uma aplicação da lei facilitada pelas Forças Armadas,” afirmou, negando que houvesse uma guerra ou ocupação da Venezuela.

Nicolás Maduro, por sua vez, se declarou inocente das acusações de envolvimento com o tráfico internacional de drogas e se qualificou como um “prisioneiro de guerra.” Ele e sua esposa foram levados a um tribunal em Nova York para uma audiência de custódia, onde permanecerão detidos.

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