Sexta, 23 de janeiro de 2026

EUA afirmam não haver guerra ou ocupação na Venezuela durante reunião da ONU

EUA afirmam não haver guerra ou ocupação na Venezuela durante reunião da ONU
© Don Conahan/ONU

Os Estados Unidos negaram, nesta segunda-feira (5), que estejam em guerra ou ocupando a Venezuela, durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. A reunião foi convocada para discutir a operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3) em Caracas.

O embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, enfatizou que a ação em território venezuelano tinha caráter jurídico e não militar. Ele afirmou: “Não há guerra contra a Venezuela nem contra o seu povo. Não estamos ocupando um país. Tratou-se de uma operação de aplicação da lei em cumprimento de acusações legais que existem há décadas.”

“Os Estados Unidos prenderam um narcotraficante que agora responderá a julgamento nos Estados Unidos, de acordo com o Estado de Direito, pelos crimes que cometeu contra o nosso povo ao longo de 15 anos”, complementou.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram acusados de serem fugitivos da Justiça americana e de liderarem o chamado Cartel de los Soles, uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas e armas. Contudo, a International Crisis Group argumenta que essa narrativa é estrategicamente utilizada pelos EUA para justificar intervenções na Venezuela.

O embaixador Waltz ilustrou a situação de Maduro, comparando-a com a do antigo líder panamenho Manuel Noriega, que foi capturado e condenado nos EUA. Durante seu discurso, ele também comentou que mais de 50 países não reconhecem Maduro como chefe de Estado legítimo, citando as eleições de 2024, que foram amplamente contestadas.

Além disso, Waltz alertou sobre as implicações geopolíticas: “Não se pode transformar a Venezuela em um centro operacional para adversários dos Estados Unidos.”

Em resposta, movimentos e governos, como os da China e Rússia, também se manifestaram, pedindo a libertação imediata de Maduro, reforçando a complexidade da situação geopolítica na Venezuela.

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