Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, moveu um processo contra o The New York Times no valor de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 79,8 bilhões) por difamação e calúnia, conforme sua postagem na rede social Truth Social, nesta terça-feira (16), em um tribunal federal da Flórida, segundo a agência Reuters.
O processo inclui quatro jornalistas do The New York Times e a editora Penguin Random House. A defesa de Trump se apoia em uma série de artigos, além de um editorial publicado pouco antes das eleições de 2024, que o qualificava como incompetente para o cargo.
A editora foi citada devido à publicação do livro Lucky Loser: How Donald Trump Squandered His Father’s Fortune and Created the Illusion of Success (Perdedor sortudo: como Donald Trump desperdiçou a fortuna de seu pai e criou a ilusão de sucesso), lançado pela Penguin no mesmo ano.
No documento apresentado à Justiça, os advogados de Trump afirmam: “Os réus publicaram maliciosamente o livro e os artigos sabendo que estavam cheios de distorções repugnantes e fabricações sobre o presidente Trump”, ressaltando que as publicações causaram danos significativos à sua reputação pessoal e empresarial, com impacto econômico considerável em seus negócios.
A defesa ainda destaca que essas publicações desvalorizaram as ações da Trump Media and Technology Group (TMTG), que enfrentam pressão desde o término do período de restrição para venda após a estreia da companhia na bolsa em março.
“Hoje tenho a grande honra de abrir um processo de US$ 15 bilhões por difamação e calúnia contra o The New York Times“, afirmou Trump em sua rede social.
O ex-presidente acusa o jornal de mentir sobre sua família, seus negócios e movimentos republicanos, como o Make America Great Again.
O processo surge dias após Trump ter ameaçado o The New York Times em relação a reportagens associadas a Jeffrey Epstein, um financista condenado por crimes sexuais e que faleceu em 2019 em uma prisão de Nova York, quando Trump afirmava ter rompido laços com Epstein antes do início dos processos judiciais em 2006. Publicações do jornal questionam a versão de Trump, destacando uma forte amizade entre eles.
Trump tem intensificado suas ações legais contra a mídia durante seu segundo mandato. No início de 2025, o Wall Street Journal e seus controladores, incluindo o bilionário australiano Rupert Murdoch, foram alvos de uma ação de US$ 10 bilhões. No primeiro semestre de 2025, foi a vez da Paramount, proprietária da CBS, que resolveu um acordo em um processo movido por Trump, relacionado a uma edição enganosa em uma entrevista exibida no programa 60 Minutes.
























