A situação política do PT no Nordeste é cada vez mais preocupante. As pesquisas indicam uma redução do apoio à esquerda, com o partido enfrentando dificuldades em estabelecer uma liderança forte em vários estados. Atualmente, o PT governa quatro estados, porém, com perspetivas de que, em 2027, possa reduzir esse número drasticamente.
No Piauí, Rafael Fonteles está relativamente tranquilo e deve buscar a reeleição sem sobressaltos. Porém, a situação é diferente em outros estados. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues é pressionado por ACM Neto, e Rui Costa seria a única opção para estabilizar a campanha, caso decida deixar o ministério.
No Ceará, Elmano de Freitas vê o crescimento de Ciro Gomes, enquanto o PT considera trazer de volta Camilo Santana. O Rio Grande do Sul enfrenta uma disputa acirrada, com chances remotas de um segundo turno.
A realidade se agrava no Rio Grande do Norte, onde Fátima Bezerra não consegue animar sua candidatura ao Senado. O vice-prefeito prefere renunciar do que assumir um governo em crise financeira, o que pode levar o estado a uma eleição indireta. No Maranhão, a situação é tão crítica que Lula pode acabar sem um palanque em um bastião tradicional e histórico.
O diagnóstico geral é inequívoco e severo: a esquerda se transformou em lulismo, apresentando uma falta de renovação, discurso novo e sucessores. O eleitorado, por sua vez, não trocou de lado; simplesmente optou por sair.
























