O primeiro ano de Hugo Motta à frente da Câmara dos Deputados revelou os custos de uma gestão marcada por uma coalizão ampla e a falta de convicções firmes. Eleito com impressionantes 444 votos – abrangendo partidos de PT a PL – o deputado tentou equilibrar interesses contraditórios, mas sem definir claramente um eixo próprio, o que resultou em ruídos constantes e um desgaste precoce.
Crises sucessivas, tensões com o governo, a oposição e o centrão, além da influência contínua de seu antecessor, Arthur Lira, minaram sua autoridade e projetaram uma imagem de vulnerabilidade. A expectativa de previsibilidade na pauta encontrou obstáculos em decisões erráticas e reações tardias a conflitos sensíveis.
Para 2026, Motta começa um ciclo sem débitos legislativos significativos, mas com seu capital político já corroído e um cenário de incerteza.



























