Segunda, 16 de fevereiro de 2026

Deputado Carlos Jordy atinge 229 assinaturas para CPI do Banco Master

Deputado Carlos Jordy atinge 229 assinaturas para CPI do Banco Master
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master- Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição na Câmara, anunciou em suas redes sociais que atingiu o quórum necessário para abrir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará possíveis crimes financeiros associados ao Banco Master.

Até o momento, Jordy já obteve 229 assinaturas, sendo 196 de deputados e 33 de senadores. O pedido será submetido à análise da presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que definirá o relator da comissão.

A constituição de uma CPMI no Congresso necessita cumprir requisitos estabelecidos pela Constituição Federal, dentre eles, o apoio de pelo menos 171 deputados e 27 senadores.

Signatários da Petição

Entre os deputados mineiros que assinaram a petição, destacam-se:

  • Ana Paula Leão (PP-MG)
  • Delegado Marcelo Freitas (União Brasil -MG)
  • Diego Andrade (PSD-MG)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Dr. Frederico (PRD-MG)
  • Emidinho Madeira (PL-MG)
  • Eros Biondini (PL-MG)
  • Greyce Elias (Avante- MG)
  • Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
  • Junio Amaral (PL-MG)
  • Marcelo Alvaro Antônio (PL-MG)
  • Maurício do Vôlei (PL-MG)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)
  • Pinheirinho (PP-MG)
  • Rafael Simões (União Brasil-MG)
  • Rosângela Reis (PL-MG)
  • Stefano Aguiar (PSD-MG)
  • Weliton Prado (Solidariedade-MG)
  • Zé Vitor (PL-MG)

Os senadores mineiros que também assinaram incluem Carlos Viana (Podemos-MG) e Cleitinho (Republicanos-MG).

Motivo da Investigação

O requerimento de Jordy revela supostas conexões entre o Banco Master e o PCC (Primeiro Comando da Capital), solicitando que a instituição seja investigada. A alegação é de que o Banco Master poderia ter sido um veículo para a lavagem de dinheiro, conferindo legitimidade ao patrimônio ilícito da organização criminosa.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, são citados como alvos principais da investigação. De acordo com a jornalista de O Globo, Malu Gaspar, Viviane teria sido contratada como advogada do Banco Master com honorários que totalizam mais de R$ 131 milhões ao longo de 36 meses.

Em resposta, Alexandre de Moraes negou, em uma nota divulgada, quaisquer tratativas referentes ao Banco Master. O gabinete do ministro também esclareceu que o escritório de advogados de Viviane Moraes não participou da venda do Banco Master ao BrB (Banco de Brasília).

*FONTE: PODER360

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