As defesas dos militares envolvidos na tentativa de golpe de Estado se manifestaram nesta terça-feira (20), afirmando que não há fundamentos nas acusações apresentadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo Ruyter Barcelos, advogado de um dos acusados, não existem evidências que justifiquem a abertura de um processo penal contra seu cliente.
O advogado defende que as alegações sobre um suposto plano de golpe são infundadas e até mesmo se baseiam em opiniões divergentes. Barcelos afirmou que as conversas citadas na denúncia eram meramente conversas informais, comparando-as a um “bate-papo de bar”.
Além disso, o julgamento se destina a decidir o recebimento da denúncia contra 11 militares e um agente federal, que são acusados de monitorar autoridades, incluindo os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. O grupo supostamente pressionou comandos das Forças Armadas a se juntarem ao golpe por meio da elaboração da ‘Carta ao Comandante’.
“A arma do crime aqui é a opinião divergente, pensar diferente”, diz o advogado.
A lista de acusados inclui:
- Bernardo Romão Correa Netto, coronel do Exército;
- Cleverson Ney Magalhães, coronel da reserva do Exército;
- Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general da reserva do Exército;
- Fabrício Moreira de Bastos, tenente-coronel do Exército;
- Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel do Exército;
- Niltonn Diniz Rodrigues, general do Exército;
- Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército;
- Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército;
- Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel do Exército;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército;
- Wladimir Matos Soares, agente da PF.
























