A defesa do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira apresentou argumentos ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (13), solicitando a absolvição do militar, que é um dos réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Nogueira tem sido acusado de endossar críticas ao sistema eleitoral e de instigar a tentativa de golpe, além de ter elaborado um decreto golpista para obter apoio dos comandantes das Forças Armadas.
Nas alegações finais, a defesa afirma que o general orientava Bolsonaro a não tomar medidas que confrontassem o resultado das eleições e que se opunha à adoção de qualquer ato de exceção.
“Consoante extrai-se da prova dos autos, o general Paulo Sérgio é manifestamente inocente, tendo atuado ativamente para evitar a realização de um golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, mencionou a defesa.
Essas alegações seguem para o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, com o prazo se encerrando hoje às 23h59. A manifestação representa a última chance dos réus antes do julgamento que determinará sua condenação ou absolvição.
Além de Nogueira, outros aliados próximos a Bolsonaro também devem apresentar suas alegações, com o delator Mauro Cid já tendo protocolado suas considerações no mês anterior.
Veja quem são os réus do núcleo 1:
- Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
- Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres – ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
- Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro;
- Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.























