Perante as recentes ameaças de Donald Trump sobre a possibilidade de tomar Cuba, o governo cubano está analisando atentamente a movimentação das forças militares dos Estados Unidos na região. O embaixador cubano, José R. Cabañas Rodríguez, afirmou que a invasão da ilha é uma situação para a qual Cuba se preparou historicamente.
“Os que devem avaliar a iminência, ou não, de uma invasão fazem seu trabalho; continuamente estudamos o movimento das forças militares. Sabemos que as guerras hoje podem ser iniciadas a distância”, destacou Cabañas, diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), em Havana.
“Cuba sempre se preparou para essa possibilidade, e a unidade do povo é a chave para enfrentar qualquer situação adversa”, completou.
O diplomata lembrou que o risco de uma ação militar dos EUA existe desde o triunfo da Revolução, em 1959, e tende a ressurgir em períodos de fragilidade econômica no país.
Invasão Iminente?
O especialista em relações internacionais também mencionou que, em diversos momentos da história, a invasão de Cuba pareceu iminente, como nas invasões da ilha de Granada em 1983 e do Panamá em 1989. “Em 1989, mobilizações significativas de tropas aconteceram nas proximidades de Cuba, levando muitos a acreditarem que uma invasão era iminente”, comentou.
Cabañas observou que, ao contrário de outras épocas, atualmente há uma superexposição de informações que podem servir para amedrontar a população cubana, na tentativa de sembrar medo e desânimo.
Negociações com os EUA
A Casa Branca tem renovado frequentemente suas ameaças de ação militar contra Cuba, especialmente após o endurecimento do bloqueio econômico. Isso resultou em Cuba ficar mais de três meses sem receber petróleo, levando à ocorrência de apagões diários que afetam a população.
Recentemente, um petroleiro russo rompeu o bloqueio dos EUA, trazendo alívio temporário.
Cabañas ressaltou: “Sempre discutimos com os EUA a partir de uma posição de igualdade e respeito, e Cuba nunca aceitou fazer concessões que comprometam sua soberania.”
Cuba denuncia bloqueio na ONU
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, denunciou na ONU o bloqueio energético dos EUA, que tem causado uma crise humanitária na ilha.
O governo cubano está buscando melhorar as relações e considerando que existem movimentos de solidariedade dentro dos EUA.
Recentemente, Díaz-Canel concedeu uma entrevista à NBC News, reafirmando que a defesa da pátria é uma prioridade e que Cuba está pronta para resistir a qualquer invasão.























