Em resposta à solicitação da oposição, a CPMI do INSS analisou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luis Lula da Silva, popularmente conhecido como Lulinha. O requerimento foi desenvolvido pelo relator, deputado Alfredo Gaspar, e embasado na possibilidade de irregularidades financeiras.
Segundo a documentação analisada, interceptações indicam que ao ser questionado sobre o destino dos R$ 300 mil recebidos pela empresa de Roberta Luchsinger, o que ficou conhecido como ‘Careca do INSS’ teria respondido que seria “o filho do rapaz”, supostamente referente ao filho do presidente Lula.
Roberta Luchsinger é considerada uma figura central no esquema investigado. O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil) afirma que há indícios de repasses de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria à RL Consultoria, da mesma Roberta, sob a alegação de prestar serviços de consultoria em projetos que não seriam de interesse da contratante, sugerindo a possibilidade de transações sem lastro econômico real.
Além disso, a CPMI também avaliou novas convocatórias e depoimentos. Entre os convocados estão a diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Léa Bressy Amorim, e o empresário Paulo Camisotti, que enfrenta investigações por sua possível participação em descontos não autorizados. Importante ressaltar que Camisotti é filho e sócio de Maurício Camisotti, já preso sob acusação de fraudes.
Outro sujeito envolvido nas investigações, o deputado estadual Edson Araújo, é mencionado por ter recebido dinheiro de uma entidade ligada a trabalhadores da pesca e aquicultura no Maranhão, enquanto Cecílio Galvão teria recebido aproximadamente R$ 4 milhões de entidades sob investigação, sendo sócio de uma prestadora de serviços para institutos previdenciários de diversos estados.
Fonte: Veja























