O Centrão no Brasil pode ser comparado a um zagueiro brucutu no futebol, sempre pronto para impedir que os planos políticos sejam concretizados com facilidade. No cenário político brasileiro, essa figura se tornou essencial para a liberação de verbas, muitas vezes levando à prática do clientelismo em troca de apoio nos legislativos.
O fenômeno do presidencialismo de coalizão no Brasil se dá pela necessidade de o chefe do Executivo negociar constantemente com deputados e senadores, o que retarda a administração pública. O Centrão, o principal responsável por essa dinâmica, surgiu da Constituição de 1988, inicialmente com objetivos nobres, mas rapidamente se transformou em uma força que controla o andamento das decisões políticas.
A política nos Estados Unidos, por outro lado, é caracterizada por uma polarização monótona, onde os republicanos e democratas apenas se opõem a cada quatro anos. Nesse contexto, o papel do presidente se assemelha ao de um autocrata, com o Legislativo atuando como um mero espectador.
Se um Centrão atuasse no sistema político americano, tudo mudaria. A existência de uma força política que necessitasse negociar constantemente com o Executivo poderia alterar o panorama caduco da democracia convencional americana. Assim, a ausência dessa figura, comparada a um brucutu, é sentida no parlamento dos Estados Unidos.
























