A Cinelândia, ponto histórico de manifestações políticas, foi palco, na tarde desta segunda-feira, de um protesto que reuniu centenas de pessoas em repúdio ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ocorrido no último sábado (3) durante um ataque das tropas dos Estados Unidos à capital Caracas.
A ação foi organizada pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, composta por cerca de 50 entidades, e visava chamar a atenção para a grave situação enfrentada na Venezuela.
No sábado, o presidente Donald Trump anunciou o ataque e o sequestro de Maduro, que foi levado à força para uma prisão em Nova York. Maduro enfrenta acusações de âmbito jurídico, como narcoterrorismo e venda de drogas, mas declarou ao tribunal ser um prisioneiro de guerra e se declarou inocente de todas as acusações.
Voices from the Protest
Durante o ato, a Agência Brasil conversou com alguns venezuelanos presentes. O manifestante Ali Alvarez, de 31 anos, expressou sua indignação: “Não esperava que isso acontecesse na Venezuela. Me senti indignado”, afirmou, segurando a constituição do seu país.
Outro participante, o músico Alexis Graterol, compartilhou suas preocupações sobre as intenções dos Estados Unidos, afirmando que a história mostra tentativas de apropriação dos recursos naturais da Venezuela.
Por sua vez, o psicólogo Marco Mendoza, estava de acordo com a intervenção dos EUA, propondo uma mudança radical na situação do seu país.
No cenário internacional, outros líderes, como Daniel Iliescu, presidente estadual do PCdoB, esperam uma mobilização global para enfrentar a instabilidade.
De acordo com dados do IBGE, os venezuelanos representam a maior comunidade de imigrantes no Brasil, com cerca de 200 mil vivendo em solo brasileiro.



























