Segunda, 17 de agosto de 2026

Cancelamento de vistos nos EUA atinge magistrados do STF e suas famílias

O cancelamento do visto de autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, pelos Estados Unidos, gera repercussão e debate sobre questões de soberania e política internacional.

Cancelamento de vistos nos EUA atinge magistrados do STF e suas famílias
Foto: Reprodução/Fellipe Sampaio/SCO/STF

O governo dos Estados Unidos anunciou o cancelamento do visto não apenas do ministro Alexandre de Moraes, mas também de outros sete magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida é uma resposta à decisão de Moraes de colocar tornozeleira eletrônica no ex-presidente Jair Bolsonaro.

O cancelamento se estende a familiares dos ministros, que incluem:

  • Luís Roberto Barroso
  • Dias Toffoli
  • Cristiano Zanin
  • Flávio Dino
  • Cármen Lúcia
  • Edson Fachin
  • Gilmar Mendes

A justificativa para anular os vistos, de acordo com a Casa Branca, é que os indivíduos afetados estão em uma situação que “possivelmente teria consequências adversas e graves para a política externa dos EUA”.

Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques não tiveram seus vistos cancelados. Vale lembrar que Mendonça e Nunes Marques foram nomeados para o STF durante a gestão de Bolsonaro, enquanto Fux tem questionado votos e penas de pessoas acusadas de tentativas de golpe no Brasil.

A decisão foi comunicada pelo secretário de Estado do governo Donald Trump, Marco Rubio. Ao ser procurado, o STF não se manifestou sobre o assunto.

Os sete magistrados afetados têm sido acusados por bolsonaristas de agirem contra o ex-presidente, e o grupo também votou a favor de alterações nas regras de responsabilização de plataformas digitais, um tema que é sensível para Trump, que é contrário a regulação.

Com exceção de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, os demais ministros foram indicados durante gestões petistas. Mendes foi nomeado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Moraes por Michel Temer.

A ministra das Relações Institucionais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gleisi Hoffmann, reagiu afirmando que a decisão é uma “afronta” ao Poder Judiciário brasileiro e à soberania nacional.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias