Quarta, 06 de maio de 2026

Campo progressista discute comunicação e futuro do Brasil em evento

Campo progressista discute comunicação e futuro do Brasil em evento
© Despertar/Divulgação

Na cidade de São Paulo, ocorreu um encontro entre políticos, acadêmicos e comunicadores do campo progressista para abordar os desafios que o Brasil enfrenta atualmente. O evento, denominado Despertar 2025, acontece após a recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados devido à tentativa de golpe de estado, que levou à invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.

O Despertar 2025 começou nesta sexta-feira (19) e se estende até sábado (20). Entre os palestrantes do primeiro dia estavam o sociólogo Jessé Souza, a médica cubana Aleida Guevara e o jornalista Serginho Groisman. Neste sábado, destacam-se a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o cientista Miguel Nicolelis e a ministra da Cultura Margareth Meneses.

Dentre as discussões, os palestrantes enfatizaram a necessidade de integrar a população nas conversas sobre temas que impactam o trabalhador e os mais pobres. Eles abordaram também a influência negativa que a direita e a extrema direita têm exercido na sociedade, especialmente sobre aqueles que historicamente foram negligenciados por esse campo político.

Jessé de Souza argumentou que essas pessoas “não são de direita, elas estão na direita porque estão desorientadas.” Ele criticou a qualidade da cobertura da imprensa no Brasil, afirmando que “é uma imprensa venal, vendida ao dinheiro.” Segundo ele, a esquerda precisa perceber que seu principal trabalho político deve ser o de esclarecer a população.

O Instituto Conhecimento Liberta (ICL), que organiza o evento, promove a reflexão sobre a comunicação estabelecida pelo campo progressista. Eduardo Moreira, fundador do ICL, ressaltou a importância de ouvir a população para criar uma comunicação efetiva e inclusiva.

Entre os palestrantes também esteve o juiz Luiz Philippe Mello Filho, que alertou sobre as desigualdades entre capital e trabalho, especialmente no contexto dos trabalhadores de aplicativos. Ele caracterizou a situação atual como uma “precarização sem precedentes” do trabalho humano no Brasil.

No que diz respeito à tecnologia, Miguel Nicolelis questionou a eficácia da inteligência artificial, afirmando que ela não pode replicar o funcionamento do cérebro humano e que a delegação excessiva de funções às máquinas pode levar à perda de habilidades cognitivas.

O evento também contemplou a discussão de questões internacionais, como a intervenção dos Estados Unidos e os conflitos em Gaza, onde a pediatra Aleida Guevara destacou a urgência de proteger as crianças, mantendo uma perspectiva otimista sobre o futuro da humanidade.

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