Sábado, 14 de março de 2026

Câmara dos Deputados aprova lei antifacção e aumenta penas para crime organizado

Câmara dos Deputados aprova lei antifacção e aumenta penas para crime organizado
© Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Na noite de terça-feira (24), o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei antifacção, que visa aumentar as penas para a participação em organizações criminosas e milícias. A proposta, enviada pelo governo federal ao Congresso em 31 de outubro de 2025, passou por modificações nas duas casas legislativas.

Durante a tramitação na Câmara, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) foi o relator e apresentou um substitutivo ao Projeto de Lei 5582/25. O texto final agora segue para sanção do presidente Lula.

Principais alterações do projeto

O projeto, que recebeu o nome de “Marco legal de enfrentamento do crime organizado”, estabelece a tipificação de condutas atribuídas a essas organizações. As novas penas incluem:

  • Reclusão de 20 a 40 anos para crimes qualificados como domínio social estruturado.
  • Pena de 12 a 20 anos para favorecimento a esse domínio.

Detalhes sobre as restrições

Segundo o texto aprovado, haverá restrições severas para condenados por esses crimes, incluindo:

  • Proibição de obter benefícios como anistia, graça ou indulto.
  • Os dependentes de condenados não terão direito ao auxílio-reclusão durante a prisão.
  • Condenados com indícios de liderança em organizações criminosas deverão ser mantidos em presídios federais de segurança máxima.

Acordo entre governo e oposição

O presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltou que a nova lei representa uma resposta rigorosa ao crime organizado. O governo e a oposição chegaram a um consenso para acelerar a votação. O deputado Jonas Donizette (PSB-SP) elogiou a união de esforços entre as duas casas, enquanto o Capitão Alberto Neto (PL-AM) considerou o projeto um passo fundamental para desmantelar a influência de organizações criminosas na política.

Entretanto, a aprovação não foi unânime, com críticas sobre o destaque que excluiu a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para financiar ações contra o crime.

Informações complementares foram obtidas da Agência Câmara.

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