Sexta, 17 de abril de 2026

Brasil e China emitem declarações conjuntas sobre política global e sustentabilidade

Brasil e China emitem declarações conjuntas sobre política global e sustentabilidade
© Ricardo Stuckert

Brasil e China divulgaram duas declarações conjuntas nesta terça-feira (13), durante os encontros bilaterais que ocorreram em meio à missão brasileira em Pequim. A primeira declaração pede um diálogo entre Rússia e Ucrânia, visando encerrar a guerra entre os dois países.

A segunda declaração enfatiza a defesa do multilateralismo e propõe ações sustentáveis para amenizar os efeitos das mudanças climáticas.

Durante sua visita à China, o presidente Lula abordou a guerra na Ucrânia e criticou as ações de Israel na Faixa de Gaza, declarando: “A humanidade se apequena diante das atrocidades cometidas em Gaza. Não haverá paz sem um Estado da Palestina independente e viável, vivendo lado a lado com Israel”.

Na declaração conjunta sobre a crise na Ucrânia, Brasil e China acolhem a proposta do presidente Vladimir Putin para abrir negociações de paz. Eles destacam a importante manifestação do presidente Volodymyr Zelensky em busca de paz.

Os governos esperam, ainda, o início de um diálogo direto entre as partes envolvidas, ressaltando a necessidade de encontrar uma solução política para a crise que promova um acordo de paz duradouro.

Multilateralismo e Sustentabilidade

A segunda declaração é mais abrangente, abordando temas como paz e estabilidade no Oriente Médio. Ela apoia o Plano de Recuperação, Reconstrução e Desenvolvimento de Gaza.

Os países conclamam a comunidade internacional a promover a implementação eficaz do acordo de cessar-fogo, almejando uma solução pacífica para o conflito Israel-Palestina.

A declaração reitera o apoio à solução de dois Estados, incluindo um Estado da Palestina viável e soberano.

Brasil e China se comprometeram a trabalhar juntos para defender o multilateralismo, rejeitar unilateralismo e fortalecer a justiça internacional. A reforma da ONU foi outro ponto abordado, visando tornar a organização mais democrática e representativa.

Além disso, foi ressaltada a importância de combater guerras tarifárias e a necessidade de maior atenção ao desenvolvimento humano, incluindo saúde e educação, assim como a promoção de parcerias em diversas áreas, como tecnologia e meio ambiente.

Ambos os países também defenderam uma governança global no espaço cibernético e o combate à desinformação, buscando um ciberespaço seguro, aberto e acessível.

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