Na tarde da última segunda-feira (22), foi realizada na Câmara Municipal de Barão de Cocais uma audiência pública promovida pelo programa Minas Pela Primeira Infância (MAPI). Esta iniciativa é uma ação estadual do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que busca auxiliar os municípios na elaboração e implementação de seus planos municipais para a primeira infância.
A mesa de debates foi presidida por Bárbara Dorneles e Mara Cristina, representantes do Comitê Intersetorial local, que apresentaram as estatísticas obtidas na recente consulta popular na cidade.
Compareceram ao encontro os vereadores Jader, Rosilene, Paulinho, Graziele e Adriano, bem como técnicos do Legislativo e a secretária adjunta de Educação, Rita Ribeiro.
A secretária do Executivo, Thaís Albuquerque, ressaltou a importância de projetos que apoiem a mulher, com base na significativa adesão feminina à pesquisa. Por sua vez, a secretária de Assistência Social, Vera Linhares, comentou que o MAPI é uma diretriz do Ministério Público, enfatizando a necessidade de unir a comunidade para cumprir as metas estabelecidas. Ela destacou que a faixa etária de 0 a 6 anos é crucial na formação do indivíduo.
Diagnóstico
A pesquisa de opinião contou com 450 respostas, sendo que 90,9% dos participantes se identificaram como os principais cuidadores de crianças de até 6 anos. Os dados revelaram uma grande desigualdade de gênero no cuidado parental:
- Mães: 78,4% (341 participantes).
- Pais: 6,9% (28 participantes).
Esses números indicam que a figura materna continua a dominar o cuidado na primeira infância, sublinhando a necessidade de incentivos para a corresponsabilidade familiar no município.
Avanços
Os moradores manifestaram um alto índice de satisfação com os serviços públicos em Barão de Cocais:
- Assistência Social: O suporte está sendo bem avaliado, mas há demanda por ações preventivas voltadas à proteção familiar.
- Educação Infantil: A oferta de vagas em creches e pré-escolas foi considerada satisfatória.
- Saúde: O acompanhamento médico e o monitoramento do desenvolvimento das crianças foram bem avaliados.
No entanto, desafios permanecem, incluindo a necessidade de expandir áreas públicas para lazer, combater o uso excessivo de telas entre crianças, engajar figuras paternas e conscientizar sobre os impactos da violência no ambiente familiar.
Escuta ativa
Um aspecto importante do diagnóstico foi a inclusão de 495 crianças de 2 a 6 anos, matriculadas em escolas municipais, particulares e na zona rural. Através de expressões artísticas, as crianças manifestaram desejos de melhorias no município, como revitalização de praças e instalação de campos de futebol.
Próximas etapas
Com a conclusão da coleta de dados, a gestão municipal começará a compilar as informações para a redação do Plano Municipal pela Primeira Infância. Este documento será validado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e, posteriormente, submetido à votação na Câmara de Vereadores. O plano terá uma vigência de dez anos, orientando o orçamento e políticas públicas nos próximos anos.


























