Segunda, 20 de julho de 2026

Audiência de extradição de Zambelli é adiada para agosto após perícia médica

A deputada federal Carla Zambelli teve sua audiência de extradição adiada, conforme decisão do Tribunal de Apelações de Roma, que exigiu uma perícia médica antes do prosseguimento do caso.

Audiência de extradição de Zambelli é adiada para agosto após perícia médica
Zambelli na Justiça italiana- Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) teve o início do processo de extradição adiado para o dia 27 de agosto. A primeira audiência estava marcada para esta quarta-feira (13), mas o Tribunal de Apelações de Roma, responsável pela análise do caso, decidiu que a parlamentar deverá passar por uma perícia médica antes de prosseguir.

Desde o dia 29 de julho, Zambelli está presa na Itália, onde se refugiou para escapar de um mandado de prisão emitido no Brasil por conta de sua cidadania italiana. O mandado foi assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em junho.

A deputada foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, além de uma multa de R$ 2 milhões por danos coletivos. Segundo as investigações, ela seria a mente por trás da ação, que visava emitir um mandado falso de prisão contra Moraes, enquanto o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, condenado e que admitiu ter atuado sob a orientação de Zambelli.

Após deixar o Brasil, Zambelli atravessou a fronteira com a Argentina, refugiando-se em Buenos Aires, antes de seguir para os Estados Unidos e, posteriormente, para a Itália, onde a cidadania é reconhecida.

O pedido de extradição, feito por Moraes, foi oficializado em 11 de junho e encaminhado ao Itamaraty, que o enviou ao governo italiano. A decisão sobre a extradição cabe à justiça e ao governo da Itália, o que pode tornar o processo demorado, em função dos trâmites legais e acordos internacionais entre os dois países.

A defesa de Zambelli foi contatada pela Carta Capital para comentários, mas até o momento não houve resposta.

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