A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) teve o início do processo de extradição adiado para o dia 27 de agosto. A primeira audiência estava marcada para esta quarta-feira (13), mas o Tribunal de Apelações de Roma, responsável pela análise do caso, decidiu que a parlamentar deverá passar por uma perícia médica antes de prosseguir.
Desde o dia 29 de julho, Zambelli está presa na Itália, onde se refugiou para escapar de um mandado de prisão emitido no Brasil por conta de sua cidadania italiana. O mandado foi assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em junho.
A deputada foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, além de uma multa de R$ 2 milhões por danos coletivos. Segundo as investigações, ela seria a mente por trás da ação, que visava emitir um mandado falso de prisão contra Moraes, enquanto o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, condenado e que admitiu ter atuado sob a orientação de Zambelli.
Após deixar o Brasil, Zambelli atravessou a fronteira com a Argentina, refugiando-se em Buenos Aires, antes de seguir para os Estados Unidos e, posteriormente, para a Itália, onde a cidadania é reconhecida.
O pedido de extradição, feito por Moraes, foi oficializado em 11 de junho e encaminhado ao Itamaraty, que o enviou ao governo italiano. A decisão sobre a extradição cabe à justiça e ao governo da Itália, o que pode tornar o processo demorado, em função dos trâmites legais e acordos internacionais entre os dois países.
A defesa de Zambelli foi contatada pela Carta Capital para comentários, mas até o momento não houve resposta.























