Quarta, 01 de abril de 2026

Ampliação da mineração em Itabira até 2053 gera otimismo, mas exige ação imediata

Ampliação da mineração em Itabira até 2053 gera otimismo, mas exige ação imediata
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

A decisão de prolongar a vida útil das minas da Vale em Itabira até 2053 foi pauta central na reunião ordinária da Câmara Municipal realizada nesta terça-feira (31). O vereador Carlos Henrique de Oliveira (PDT) destacou o impacto positivo dessa medida para a economia local e para os trabalhadores da mineração, caracterizando a extensão do prazo, que antes era até 2041, como um “ganho significativo para Itabira”. Segundo ele, este tempo adicional é vital para que o município avance na diversificação econômica.

O vereador Bernardo Rosa (PSB) completou o debate, fazendo um alerta sobre a importância de não se acomodar. Ele afirmou: “Esse anúncio vem como um acalento para nós itabiranos. É como se estivéssemos na UTI e voltássemos para o apartamento. Só que nós não podemos arrefecer”. Rosa enfatizou que os 12 anos a mais devem ser vistos como uma oportunidade estratégica e não como um motivo para relaxar as ações voltadas para o futuro pós-mineração.

Ele também ressaltou a necessidade de cooperação entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil para alcançar resultados concretos. Segundo Rosa, a diversificação econômica requer políticas públicas bem estruturadas e um ambiente favorável para novos investimentos. O parlamentar criticou discursos pessimistas acerca do município e defendeu uma postura proativa com foco em soluções.

“Vamos parar de pessimismo, vamos parar de criticar só para fazer crítica, vamos trazer soluções”, afirmou.

A extensão do tempo útil do complexo minerário de Itabira, segundo a Vale, é resultado de avanços em pesquisa geológica, estudos de processamento mineral, e de tecnologias que garantem um melhor aproveitamento dos recursos.

A Vale informa que a nova previsão, parte de um relatório anual exigido para as empresas listadas na bolsa dos Estados Unidos, reflete sua transparência e compromisso com a sociedade. Rafael Bittar, vice-presidente Técnico da Vale, destacou que Itabira continua a ser uma das operações mais relevantes no estado, com a empresa focada na mineração do futuro, que emprega inteligência de dados e tecnologia para minimizar a geração de rejeitos e aumentar a circularidade dos materiais.

Esta reavaliação da operação também se baseia em profundas análises geológicas e nas novas tecnologias que possibilitam a extração de materiais outrora considerados estéreis, como o itabirito dolomítico, agora viáveis.

A Vale acredita que esta abordagem não apenas prolongará a atividade mineral, mas também a tornará mais eficiente e sustentável, alinhada às melhores práticas ambientais e às expectativas da sociedade. O diretor operacional do Complexo de Itabira, Monteiro, afirmou que a continuidade do projeto depende de licenças ambientais, que devem ser discutidas amplamente com a população.

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