A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) reiniciou, nesta segunda-feira (2), as atividades legislativas de 2026. A sessão solene marcou o início oficial do ano político no Estado, com um evento que carregou forte simbolismo e significado político.
Durante sua fala, o governador Romeu Zema (Novo) adotou um tom de despedida e se posicionou a favor da privatização da Copasa. Ele também mencionou o Programa de Pleno Pagamento dos Estados (Propag) como crucial para o futuro financeiro de Minas.
Em sua condição de pré-candidato à Presidência da República, Zema fez um relato sobre sua gestão e expressou gratidão aos deputados pela parceria ao longo dos anos, insinuando que sua fase à frente do Executivo estadual está próxima do fim.
TOM POLÍTICO E AGRADECIMENTOS
No início do discurso, o governador enfatizou a importância do diálogo com o Legislativo. Segundo Zema, a relação institucional foi fundamental para os avanços alcançados no estado.
“Agradeço principalmente aos deputados que me acompanharam a mais de 430 cidades. Não sou um gestor de gabinete. Conseguimos que Minas prosperasse e resgatamos o orgulho de ser mineiro”, afirmou.
Seu discurso foi interpretado como um sinal de encerramento de ciclo, ao mesmo tempo em que reforçou sua imagem no cenário nacional.
COPASA E PROPAG NO CENTRO DO DISCURSO
Ao discutir as prioridades do governo, Zema mencionou dois projetos relevantes que estão em análise na ALMG: o Propag e a desestatização da Copasa.
“Quero citar dois projetos que terão impacto enorme para os mineiros: o Propag e a desestatização da Copasa”, destacou.
Sobre a estatal de saneamento, o governador argumentou que a privatização é uma medida necessária, afirmando que o Estado não possui recursos suficientes para atender as metas do Marco Legal do Saneamento.
“A companhia precisa passar por uma revolução. O objetivo é levar água e saneamento a todas as regiões. A Copasa e o Estado não conseguem fazer isso sozinhos”, declarou.
Porém, este tema ainda gera resistência, com críticas por parte de alguns opositores e sindicatos.
DÍVIDA DE MINAS E PAPEL DA ASSEMBLEIA
Zema também ressaltou a importância do Legislativo na elaboração do Propag, que trata da renegociação da dívida de Minas com a União.
“A Assembleia foi fundamental para viabilizar uma solução para a dívida. O Propag vai tornar o Estado financeiramente viável”, disse.
Segundo o governador, a medida permitirá a liberação de recursos para áreas estratégicas, como saúde, educação, segurança, infraestrutura e geração de empregos.
RETOMADA DO ANO LEGISLATIVO
A sessão solene dá início ao último ano legislativo antes das eleições de 2026. Portanto, espera-se uma intensificação dos debates políticos nos próximos meses.
A ALMG deve concentrar esforços em projetos que envolvem economia, privatizações e políticas sociais, além de abordar temas relacionados ao orçamento e à relação com o governo federal.
CENÁRIO NACIONAL E REFLEXOS EM MINAS
A retomada dos trabalhos ocorre em um contexto de movimentações no Congresso Nacional. Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou a MP que institui o programa Gás do Povo, do governo federal.
Entre os deputados mineiros, apenas três votaram contra a proposta:
- Eros Biondini (PL)
- Júnio Amaral (PL)
- Nikolas Ferreira (PL)
Além disso, houve uma abstenção de Lincoln Portela (PL).
Por fim, as diferenças entre as agendas estadual e federal sugerem um ano repleto de disputas intensas, o que deve impactar os debates na ALMG ao longo de 2026.

























