A reemergência do senador Aécio Neves trouxe um alerta sobressalente aos seus colegas no Parlamento, onde ele expressa sua desaprovação em relação à PEC da Blindagem, que considera um “retrocesso grotesco”. Em 2001, enquanto presidia a Casa, Aécio foi responsável pela votação que eliminou a exigência de autorização prévia para processar parlamentares, o que representou uma vitória histórica na luta contra a impunidade, culminando em 412 votos a favor e apenas 9 contrários.
Agora, após duas décadas, os deputados pretendem reinstaurar essa proteção corporativa sob a justificativa de resguardar os mandatos de “abusos”. Aécio relembra que, naquela época, a alteração legislativa simbolizava a recuperação da autoridade do Congresso, mas adverte que a que a inversão dessa lógica resulta em um Legislativo apena-se, reforçando a imagem de um espaço dedicado à autoproteção, ao invés de ser a verdadeira “tribuna da Nação”.
























