Lideranças da oposição ao governo federal anunciaram que pretendem acionar a Justiça contra o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Marquês de Sapucaí, no último domingo (15).
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – apontados como pré-candidatos a presidente da República – afirmaram que recorrerão ao Judiciário e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que a apresentação usou recursos públicos para promoção pessoal, configurando propaganda eleitoral antecipada.
Nikolas revelou que protocolará uma representação no Ministério Público por improbidade administrativa contra o presidente e a escola de samba. O parlamentar compara a situação com as decisões do TSE que tornaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível, argumentando que a Corte aplicou critérios discrepantes.
Além disso, se Lula registrar sua candidatura em uma futura eleição, o deputado planeja entrar com uma nova ação, alegando abuso de poder político e econômico.
Por sua vez, Romeu Zema criticou uma das alegorias do desfile, intitulada “Neoconservadores em Conserva”, afirmando que a representação ofende a “família tradicional brasileira” e desrespeita evangélicos. Zema afirmou que tomará medidas judiciais, porém, não detalhou quais instrumentos utilizará.
Ele defende que a liberdade artística não pode transgredir os limites que respeitam a fé de milhões de brasileiros e considera inaceitável qualquer manifestação que ridicularize grupos religiosos.
Flávio Bolsonaro também manifestou sua intenção de recorrer ao TSE, questionando o conteúdo do desfile. Até o momento, não há nenhuma decisão judicial ou manifestação formal da escola de samba sobre as críticas.
























