A ausência de Edson Fachin no evento do Planalto que relembrava o 8 de janeiro reflete uma atitude de autopreservação institucional, mais do que um ato de desacordo. Inicialmente confirmado para a cerimônia, o presidente do Supremo Tribunal Federal decidiu se retirar após a determinação do presidente Lula em vetar o PL da Dosimetria. Esse veto tornava o evento uma oportunidade para um discurso que poderia ser considerado de campanha, algo que Fachin preferiu evitar.
Ao optar por um evento memorial no espaço da própria Corte, Fachin enfatizou a separação entre o compromisso do STF com a democracia e as dinâmicas do governo, sinalizando que a Suprema Corte busca uma postura mais reservada em suas relações com o Planalto.
























