A crise em torno do IOF representa um novo capítulo na política brasileira: o uso definitivo da inteligência artificial na batalha de narrativas. O Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou a sua campanha “Taxação BBB” (bilionários, bancos e bets) com vídeos gerados por IA, atacando o Congresso e, em especial, o presidente da Câmara, Hugo Motta, a quem apelidaram de “Hugo Nem Se Importa”.
O vídeo, compartilhado no perfil oficial do partido, marca um momento significativo, onde a tecnologia é utilizada abertamente para alimentar a polarização digital. Reações da oposição e de partidos da base governista não demoraram a aparecer, com a produção de peças próprias, também criadas com IA.
Especialistas alertam para o fato de que a facilidade e o baixo custo das ferramentas de IA aceleram a produção de conteúdos, mas também elevam o risco de desinformação. Um relatório da consultoria Bites revela que essa ofensiva começou em 17 de junho e viralizou em perfis como o “brasilsatiradopoder” no TikTok.
Com isso, a disputa política agora se dá também nos algoritmos, onde a linha entre verdade e sátira se torna cada vez mais tenue.
























