Sábado, 14 de março de 2026

Polícia Civil solicita apreensão de passaporte em caso de maus-tratos a cão em SC

Polícia Civil solicita apreensão de passaporte em caso de maus-tratos a cão em SC
© Polícia Civil de Santa Catarina

A Polícia Civil de Santa Catarina requereu à justiça a apreensão do passaporte do adolescente envolvido na morte do cão Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis. O pedido foi igualmente encaminhado à Polícia Federal, com a intenção de evitar que o jovem deixe o país.

A instituição informou que o Ministério Público do estado apoiou a solicitação.

“A instituição tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha”, declarou a Polícia Civil em nota.

Divergências nas Investigações

A investigação enfrenta divergências entre a Polícia Civil e o MP. Recentemente, o Ministério Público comunicou que fará novas diligências a respeito da morte do cão.

De acordo com o MP, a 10ª Promotoria de Justiça da capital e a 2ª Promotoria de Justiça identificaram a necessidade de esclarecimentos adicionais sobre a participação de adolescentes em atos de maus-tratos a animais relacionados ao caso.

Possível Coação

Além disso, a Polícia Civil está investigando indícios de coação e ameaças sofridas por familiares dos adolescentes e um porteiro do condomínio onde os suspeitos residem. O MP manifestou a necessidade de aprofundar a apuração dos fatos e requisitará diligências complementares para verificar a relação dos supostos crimes com os maus-tratos a animais.

Investigação e Provas

No início de fevereiro, a Polícia Civil concluiu as investigações sobre as agressões sofridas pelo cão Orelha e solicitou a internação de um dos quatro adolescentes implicados no caso.

Para reunir evidências, a polícia analisou mais de mil horas de gravações de 14 câmeras de segurança além de entrevistar 24 testemunhas. Embora não tenha havido filmagens do ataque ao animal, as imagens analisadas ajudaram a identificar as vestimentas do acusado na data do crime e comprovaram sua saída do condomínio durante a madrugada.

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