Sábado, 18 de abril de 2026

Pesquisa aponta como IA intensifica desinformação e ameaça democracias

Pesquisa aponta como IA intensifica desinformação e ameaça democracias
© Rawpick/Freepick

As ferramentas de inteligência artificial (IA) têm fomentado um clima de desconfiança em relação às informações que circulam atualmente. Especialistas em verificação de dados alertam que, neste momento da história, a cautela é mais necessária do que nunca.

Um estudo recente, conduzido pela Agência Lupa, analisou 1.294 checagens em mais de dez idiomas e revelou que 81,2% dos casos de desinformação associados à IA surgiram nos últimos dois anos, com temas como eleições e guerras em destaque.

“A maioria dos conteúdos analisados pelos checadores é rotulada como falsa ou enganosa. A IA raramente promove informações verdadeiras”, comentou a gerente da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, em entrevista à Agência Brasil.

A pesquisa destaca que a desinformação se manifesta em diversos formatos, aumentando a preocupação com o uso destas tecnologias em períodos eleitorais, o que pode comprometer as democracias globais.

Cristina Tardáguila alerta sobre a relevância do ano eleitoral de 2026, não só no Brasil, mas também em outros países como EUA, Peru e Colômbia. “Os eleitores estarão expostos a uma quantidade elevada de conteúdos manipulados por IA, aumentando o risco de propagação de falsidades”, completa.

O estudo não possui uma delimitação geográfica, mas informa que os casos mais alarmantes foram em inglês (427), seguido do espanhol (198) e português (111). Em resposta a essa realidade, a pesquisadora ressalta a urgente necessidade de educação midiática, que ajudaria a população a discernir informações verdadeiras das falsas, semelhante a uma vacina.

“Precisamos da vacina contra a desinformação, que é a informação de qualidade, para estar prontos quando nos depararmos com mentiras geradas por IA”, enfatiza Tardáguila.

Ela propõe a implementação de políticas públicas que promovam a literacia midiática nas escolas e destaca a importância de os veículos de comunicação tradicionais e agências de checagem manterem critérios rigorosos de verificação.

Cristina Tardáguila também enfatiza que qualquer cidadão pode verificar a legitimidade das informações e que a Agência Lupa oferece cursos gratuitos voltados para este fim.

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