Quinta, 23 de julho de 2026

Operações da Sigma Lithium são embargadas no Vale do Jequitinhonha

A Sigma Lithium enfrenta embargos em suas operações no Vale do Jequitinhonha, resultado de irregularidades identificadas pela Fundação Estadual do Meio Ambiente durante uma fiscalização.

Operações da Sigma Lithium são embargadas no Vale do Jequitinhonha
Foto: Divulgação/Sigma Lithium

A Sigma Lithium teve suas operações interrompidas na zona rural de Araçuaí e Itinga, localizadas no Vale do Jequitinhonha, após embargos impostos pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam). A fiscalização ocorreu entre 25 e 29 de maio, e a empresa recebeu a notificação formal em 13 de julho. Segundo a Feam, o embargo ainda está em vigor, embora a mineradora afirme que a suspensão é apenas parcial e temporária.

Além do embargo, multas totalizando cerca de US$540 mil foram aplicadas por irregularidades ambientais identificadas entre 2013 e 2022, conforme comunicado divulgado pela Sigma Lithium.

De acordo com o relatório de fiscalização publicado no dia 23 de julho, foram encontradas intervenções não autorizadas em cursos d’água, operações em cavas sem licenciamento e retirada irregular de vegetação. A fiscalização também exigiu a paralisação de atividades em áreas irregulares.

A Feam afirmou que o embargo permanecerá até que a Sigma comprove a adoção de medidas corretivas ou a interrupção das atividades irregulares. Outra opção seria a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta com o órgão ambiental.

A Sigma Lithium nega quaisquer irregularidades, afirmando que não forneceu informações falsas às autoridades desde 2018 e que não comercializou produtos de lítio antes de maio de 2023. A mineradora também contesta a alegação de que suas atividades trouxeram impactos negativos a residências fora da área licenciada.

Documentos e dados foram enviados à Feam para apoiar a defesa no processo administrativo. A Sigma também revelou que iniciou negociações com o Governo de Minas para a possível assinatura do acordo que pode permitir a retomada das operações.

A empresa estima que os ajustes ambientais nas negociações exigirão um investimento de aproximadamente US$1 milhão, e acredita que essas medidas podem possibilitar a retomada das atividades suspensas pelos fiscais da Superintendência Regional de Meio Ambiente do Jequitinhonha.

A Sigma Lithium é responsável pelo projeto Grota do Cirilo, que se localiza entre Araçuaí e Itinga. O concentrado produzido é utilizado predominantemente na fabricação de baterias para eletrônicos e veículos elétricos.

A legislação estadual permite que a Sigma apresente defesa contra as autuações dentro de 20 dias. Caso a decisão administrativa seja desfavorável, ainda será possível recorrer em até 30 dias. O caso será analisado pelo Núcleo de Autos de Infração da Feam, mantendo o embargo vigente.

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