Sábado, 12 de setembro de 2026

Moraes autoriza busca contra fonte de jornalista que critica Flávio Dino

A Polícia Federal, sob a direção de Alexandre de Moraes, realiza busca e apreensão relacionada a um jornalista que denunciou Flávio Dino, gerando preocupações sobre o sigilo de fontes.

Moraes autoriza busca contra fonte de jornalista que critica Flávio Dino
O jornalista Luís Pablo denunciou suposto uso de automóveis do TJMA pela família do ministro Flávio Dino- Foto: José Cruz/Agência Brasil

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados a uma reportagem sobre o ministro Flávio Dino, resultando em preocupações por parte de associações de imprensa sobre a proteção do sigilo de fontes jornalísticas.

A investigação, solicitada pela própria PF e aprovada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), levou à apreensão de celulares, computadores e documentos em endereços de investigados, incluindo Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão.

Cutrim é apontado como a fonte do jornalista Luís Pablo, que tem sido acusado de perseguir Flávio Dino. A PF chegou até Cutrim após a apreensão, em março de 2026, de dois celulares, um notebook e um pendrive relacionados ao jornalista. O foco das investigações incluiu publicações de Luís Pablo que continham informações de uso irregular de um veículo do Tribunal de Justiça por familiares de Dino.

A defesa de Cutrim argumenta que ela ainda não teve acesso aos processos e que as operações recentes estão ligadas a denúncias do jornalista sobre o uso de veículos oficiais, cuja apuração ainda não foi realizada. Luís Pablo expressou preocupação sobre o que considera uma tentativa de criminalizar seu trabalho, destacando que sua atividade jornalística deve ser protegida pela Constituição.

Após as operações, associações de imprensa emitiram uma nota conjunta alertando sobre a violação do sigilo da fonte. Elas enfatizam que tal ação não tem respaldo constitucional e representa uma ameaça à liberdade de imprensa.

A assessoria de Flávio Dino negou as alegações sobre o uso irregular de veículos oficiais, afirmando que a proteção de sua segurança é uma prioridade.

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