Segunda, 09 de março de 2026

Marcha em Copacabana destaca luta das mulheres contra a violência e feminicídio

Marcha em Copacabana destaca luta das mulheres contra a violência e feminicídio
© Tomaz Silva/Agência Brasil

No Rio de Janeiro, o Dia Internacional das Mulheres foi marcado por uma intensa marcha na Praia de Copacabana, reunindo milhares de mulheres unidas contra o feminicídio e as diversas formas de violência de gênero. As manifestantes exigiram investimentos para políticas públicas que promovam a igualdade.

Durante o ato, representantes de coletivos feministas revezaram-se no carro de som, lendo o manifesto do movimento. Entre as reivindicações estavam a criminalização de grupos que incitam o ódio contra mulheres, o aumento das licenças maternidade e paternidade, a criação de linhas de crédito para mulheres empreendedoras e espaços educacionais inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergência. Além disso, foi enfatizada a necessidade de eliminar a escala de trabalho 6×1.

FIM DA VIOLÊNCIA

O ato, que ocorreu na manhã de 8 de março de 2026, destacou a busca pelo fim das violências contra as mulheres. Muitas participantes relembraram casos recentes de violência, como a morte de Tainara Souza Santos, atropelada por um ex-companheiro, e um estupro coletivo que aconteceu na mesma Copacabana onde a manifestação estava sendo realizada. Acompanhadas pelo carro de som, as participantes entoaram uma paródia da música “Eu quero é botar meu bloco na rua”, expressando seu desejo de andar e viver sem medo.

Um grupo de pernaltas conduziu uma faixa com a mensagem: “Juntas somos gigantes”. Em um ato simbólico, realizaram uma performance deitado no chão, olhos cerrados, para representar as mulheres vítimas de crimes de violência de gênero, levantando-se em seguida e gritando “Todas vivas!”.

DIFERENTES GERAÇÕES

A marcha foi um verdadeiro encontro intergeracional, com mulheres de diferentes idades, como Rachel Brabbins, que participou ao lado de sua filha Amara, de sete anos. A menina carregava um cartaz com a frase: “Lute como uma menina”. Para Rachel, é essencial que sua filha compreenda seus direitos e aprenda sobre a luta pela igualdade.

Sílvio de Mendonça, que milita em coletivos feministas desde a década de 80, também fez questão de comparecer, vestindo uma bandeira com o rosto da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. Ela enfatizou que Marielle se tornou um símbolo de resistência para as mulheres vítimas de violência.

A organização do ato convidou os homens a participar da luta. Thiago da Fonseca Martins compareceu com seu filho Miguel, de 9 anos, ressaltando a importância da educação masculina para a promoção da igualdade.

Rita de Cássia Silva, outra participante, abordou a importância de mudar a cultura de violência de gênero desde a infância, promovendo educação e conscientização nas famílias e escolas.

Os protestos nas ruas de Copacabana reafirmaram a necessidade de combate à violência contra a mulher e a luta pelos direitos iguais.

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