Durante a sabatina no Jornal Nacional na noite de quinta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu seu filho, Lulinha, afirmando que as acusações de tráfico de influência são “ilações tiradas de telefonema”. Lula comentou que conhece bem essa situação, referindo-se à Operação Lava Jato, e acusou o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol de mentirem para a imprensa. O presidente também lamentou a morte de sua ex-mulher Marisa, dizendo que ela “morreu por conta da falsa acusação que foi feita na Lava Jato”.
Lula também se manifestou sobre as mensagens vazadas que foram apuradas pela Polícia Federal, assegurando que “não configuram crime”. Ele enfatizou que seu filho não será protegido caso tenha cometido algum ilícito, afirmando que “se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”.
O presidente salientou que não há provas de desvios de recursos públicos e afirmou que não haverá qualquer proteção da presidência. Lula também se manifestou sobre a situação de seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, afirmando que o recebimento de R$249 mil de uma empresária para saldar uma dívida não é irregular.
“O Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque esse não é o papel do chefe de gabinete”, afirmou Lula.
Nas mensagens que foram obtidas pela PF, a empresária Roberta Luchsinger afirma que Lula lhe ofereceu um emprego no governo e que “Fábio e eu somos uma coisa só”. Lula negou conhecer Luchsinger e afirmou que não fez tal oferta.
A defesa de Lulinha, por meio de seu advogado Marco Aurélio Carvalho, atribuiu as acusações a “pesca predatória” com fins eleitorais.























