Segunda, 20 de abril de 2026

Julgamento de P Diddy avança para fase decisiva; júri delibera nesta manhã

Julgamento de P Diddy avança para fase decisiva; júri delibera nesta manhã
Foto: Reprodução Flickr

Após quase dois meses de um julgamento cheio de revelações impactantes, o caso criminal contra o rapper e magnata da música Sean “Diddy” Combs entrou em sua fase decisiva. Na manhã desta terça-feira (2), o júri retoma as deliberações que podem determinar o futuro do artista, acusado de cinco crimes, incluindo tráfico sexual, extorsão e associação criminosa.

A expectativa pelo veredito aumenta, especialmente após o júri, em bilhete enviado ao juiz Arun Subramanian na tarde de segunda (1º), informar que chegou a uma conclusão sobre quatro das acusações: as duas relacionadas ao tráfico sexual e as duas sobre transporte com a intenção de promover a prostituição. A única dúvida remanescente é a mais grave, a acusação de associação criminosa, que, se confirmada, pode conduzir Combs à prisão perpétua.

No entanto, a trajetória até essa decisão não foi simples. Um impasse inicial surgiu quando jurados expressaram preocupações sobre a conduta de um dos membros, sugerindo que ele poderia estar ignorando as instruções legais. O juiz reiterou a importância do compromisso com as orientações da corte, e o grupo continuou a análise.

Durante o dia, os jurados solicitaram esclarecimentos sobre se o ato de uma pessoa requisitar uma substância controlada e outra entregá-la poderia caracterizar distribuição de drogas, um tema relevante para uma das acusações relacionadas ao tráfico sexual. A resposta do tribunal será fornecida na manhã desta terça, antes da retomada das deliberações.

Combs, com 55 anos, é acusado de liderar por décadas uma rede de abuso e exploração sexual. Entre as principais vítimas estão Casandra “Cassie” Ventura, sua ex-namorada, e outra mulher que prestou depoimento sob o pseudônimo “Jane”. Ambas reportaram anos de abusos, encontros sexuais forçados e uso de drogas, frequentemente organizados por Combs com ajuda de seus seguranças e funcionários.

Nos argumentos finais, a procuradora-assistente, Christy Slavik, descreveu o artista como “líder de uma organização criminosa” que utilizava violência, vergonha e silêncio como ferramentas de controle. A promotoria apresentou evidências, incluindo mensagens, gravações e vídeos de orgias sexuais organizadas pelo réu, que chamam de “freak-offs”.

A defesa, por outro lado, não convocou testemunhas e argumenta que os relacionamentos foram consensuais, alegando que as vítimas agem por motivações financeiras ou ressentimentos e questionando a interpretação das evidências apresentadas.

Enquanto isso, Combs nega todas as acusações. Na manhã de segunda-feira, antes do início das deliberações, ele e familiares participaram de um círculo de oração na sala do tribunal, onde deram as mãos e oraram em silêncio, seguido de aplausos.

O veredito pode ser anunciado a qualquer momento a partir desta terça-feira (2). Caso o júri não chegue a um consenso sobre a acusação de associação criminosa, pode ocorrer um impasse, possivelmente resultando na anulação parcial do julgamento, o que abriria caminho para novos desdobramentos jurídicos.

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