Segunda, 15 de dezembro de 2025

Graziele Cachapuz é a nova presidente do SINTSEPM em Itabira

Graziele Cachapuz é a nova presidente do SINTSEPM em Itabira
Foto: Guilherme Guerra/DeFato Online

No pleito para a nova mesa diretora do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), realizado na noite da última sexta-feira (28), Graziele Cachapuz foi eleita a nova presidente da associação, com 121 votos. A eleição, contudo, teve ares de tensão, após divergências sobre a condução das urnas, o que causou o acionamento da Polícia Militar.

A eleição contou com a participação de três chapas concorrentes. A Chapa 3, liderada por Grazi, venceu a Chapa 2, de Pastor Izael, que obteve 75 votos, e a Chapa 1, do candidato à reeleição Auro Gonzaga, que registrou 73 votos.

A proposta central do grupo vencedor é reorganizar o sindicato por meio de participação efetiva dos servidores. Além disso, há planos para combater práticas de assédio e promover uma gestão mais transparente. Grazi é psicóloga da Secretaria Municipal de Assistência Social e terá Cláudia Moura de Souza (Educação) como vice-presidente e Tânia Moreira Couto Germano (Saúde) no cargo de primeira secretária.

Polícia comparece ao local de votação

No decorrer da apuração dos votos, houve confusão entre representantes de diferentes chapas. Servidores relataram problemas na condução das urnas, o que gerou um impasse e levou a Polícia Militar a ser acionada para averiguar eventuais conflitos. Não há relatos de brigas ou agressões durante o processo.

A apuração dos votos, iniciada após a conferência da lista de votação, foi concluída às 22h.

Transparência é foco da chapa vencedora

Com 12 anos de experiência no serviço público, Graziele Cachapuz ajudou a construir sua carreira na assistência social, atuando como psicóloga. Desde 2022, integra a vigilância socioassistencial, responsável pela avaliação e qualificação dos serviços dentro do Sistema Único de Assistência Social.

A ligação de Grazi com movimentos sociais é antiga. Ela participou de diretórios estudantis e é ativa em movimentos de classe, além de fazer parte do Conselho Fiscal do Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais até dezembro. Sua trajetória reforça a percepção de que o sindicato deve ser um patrimônio dos trabalhadores, construído e ocupado por eles.

Segundo ela, a falta de ações efetivas do Sintsepmi em momentos cruciais, como a recente greve municipal e revisões do Plano de Cargos, Salários e Vencimentos (PCSV), motivou sua candidatura.

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