Segunda, 09 de março de 2026

EUA constituem coalizão militar com 12 nações da América Latina

EUA constituem coalizão militar com 12 nações da América Latina
© REUTERS/Elizabeth Frantz - Proibido reprodução

No sábado (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu em Miami líderes de 12 países latino-americanos para formalizar a criação da coalizão militar denominada “Escudo das Américas”. O objetivo principal é combater os cartéis de drogas na região e evitar a influência de potências externas, especificamente a China e a Rússia.

Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região, declarou Trump.

Em sua comparação, Trump relacionou a nova iniciativa ao esforço dos EUA no Oriente Médio, dizendo que assim como formaram uma coalizão para erradicar o ISIS, devem fazer o mesmo neste cenário.

Participaram do encontro os presidentes da Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. Contudo, as falas dos líderes latino-americanos não foram veiculadas na cerimônia.

Na semana anterior, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que o país poderia agir unilateralmente em relação aos cartéis na América Latina, o que seria uma violação da soberania dessas nações.

A Casa Branca também divulgou uma proclamação sobre a coalização, onde Trump afirmou que os EUA treinarão as forças armadas das nações parceiras para desmantelar os cartéis.

Além da luta contra o tráfico de drogas, a proclamação também menciona a necessidade de manter afastada a influência de potências externas que atuam fora do hemisfério, parte da estratégia comercial dos EUA contra a China.

Os Estados Unidos e seus aliados devem manter as ameaças externas afastadas, disse o documento oficial.

Kristi Noem, secretária de Segurança Interna dos EUA, foi designada para coordenar as interações com os 12 países. Ela argumentou que após assegurar as fronteiras dos EUA, o foco deve ser a segurança dos vizinhos no combate aos cartéis e à influência estrangeira.

Vamos combater e reverter essas influências estrangeiras nocivas que se infiltraram em diversas áreas do nosso modo de vida, afirmou Noem.

No evento, Trump fez menção ao México, que não se juntou ao acordo militar. Ele falou sobre como “tudo entra pelo México”, sugerindo que os cartéis controlam a situação. A presidenta do México, Cláudia Sheinbaum, tem defendido uma colaboração sem subordinação com os EUA no combate às drogas.

Trump também se referiu positivamente ao governo da <>Venezuela, mas pediu atenção especial a Cuba, que, segundo ele, está “no fim da linha”.

Esse movimento procura estabelecer um marco significativo na política externa dos EUA em relação à América Latina.

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