Sábado, 12 de setembro de 2026

Tifanny critica nova regra da CBV que exclui atletas trans do vôlei

A jogadora Tifanny se manifestou contra a nova regra da CBV, que veta a inclusão de atletas trans no vôlei feminino, provocando um debate sobre inclusão e direitos.

Tifanny critica nova regra da CBV que exclui atletas trans do vôlei
© Divulgação/Osasco - @carol__fotografia

A oposta Tifanny, jogadora do Osasco São Cristóvão Saúde, se pronunciou pela primeira vez sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que impõe restrições para a participação feminina, limitando-a a atletas designadas como sexo biológico feminino ao nascer.

A atleta, de 41 anos, que se destacou como a primeira transgênero a atuar na Superliga, declarou que essa decisão representa um enorme retrocesso, acrescentando que não irá desistir de sua carreira no esporte.

“A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Isso não afeta só a mim, mas também meu clube, minha torcida, os patrocinadores e todas as pessoas que se inspiram em mim. Além disso, isso vai contra o direito das pessoas trans. É um retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Estamos voltando aos tempos vexatórios dos testes que eram feitos nas atletas nas décadas de 60 e 70”, declarou Tifanny em um pronunciamento dividido pela assessoria de imprensa do clube.

A jogadora se destacou na estreia do Osasco no Campeonato Paulista, em um jogo contra o Pinheiros, em que, apesar de ter marcado 19 pontos, sua equipe perdeu por 3 sets a 2. A partida teve lugar no Ginásio José Liberatti

Após o anúncio da nova política pela CBV, a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informou que seu regulamento permanecerá o mesmo do início do torneio, mas que vai considerar ‘eventuais medidas’ para as próximas competições. Segundo a CBV, a nova regra visa alinhar as competições às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), exigindo que as atletas apresentem um resultado negativo para o gene SRY. Antes, a participação de mulheres trans era permitida se os níveis de testosterona estivessem abaixo de um limite especificado.

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