O ano de 2025 chegou ao fim e os clubes da Série A já iniciam suas movimentações para 2026. A tradicional dança das cadeiras de treinadores está aquecida desde dezembro. Um detalhe importante se destaca: dos seis clubes que contrataram novos técnicos até agora, quatro optaram por nomes estrangeiros.
Enquanto o Internacional e o Grêmio trazem Pezzolano e Luís Castro, o Remo, retornando à elite nacional após 21 anos, fez uma aposta ousada ao fechar com Juan Carlos Osório. O Botafogo anunciou o argentino Martín Anselmi.
Os treinadores brasileiros também estão se movimentando, com destaque para a ida de Tite ao Cruzeiro. Contudo, isso está se tornando cada vez mais raro, especialmente se considerarmos os treinadores mais antigos. Neste contexto, Tite se apresenta praticamente como uma exceção.
Outro com maior respaldo é Dorival Jr, campeão da Copa do Brasil neste ano. Motivado pelo título conquistado no Maracanã, o treinador do Corinthians expressou em entrevistas um suposto preconceito contra técnicos brasileiros.
Entretanto, este cenário deveria fomentar mais reflexões do que revoltas. A crescente preferência dos clubes, principalmente os mais tradicionais, por técnicos estrangeiros mostra que nomes como Cuca, Luxemburgo e Renato Gaúcho parecem ter ficado para trás.
Além de se basearem em métodos de jogo ultrapassados, essas figuras resistem à evolução de um esporte em constante transformação, sendo contratados apenas em situações emergenciais ou por dirigentes igualmente desatualizados.
A expectativa é que treinadores mais novos, como Seabra e Rafael Guanaes, evitem esse mesmo destino. Caso contrário, o Brasileirão poderá se tornar cada vez mais internacional, ao menos na beira do campo.




























