Após um período de frustração em 2022, Matheus Cunha viveu um momento de glória na Copa do Mundo de 2026. No seu primeiro jogo como titular, o atacante, que atua pelo Manchester United, foi crucial na vitória do Brasil sobre o Haiti, marcando dois gols e ajudando a garantir o triunfo por 3 a 0.
O jogo aconteceu na Filadélfia e posicionou o Brasil na liderança do Grupo C.
“Não estar na outra Copa, imaginar que poderia ser tão maravilhoso e estar aqui, fazendo o possível para que realmente seja. Não há nada mais gratificante do que estar realizando este sonho”, declarou Cunha em coletiva após a vitória.
Embora esteja usando a camisa 9, famosa entre os artilheiros da seleção brasileira, Cunha não é um centroavante típico, mas sim um atacante que contribui para abrir espaço para seus colegas de equipe. Sua titularidade contra o Haiti foi uma escolha estratégica, substituindo Igor Thiago, que é conhecido por sua presença na área.
O espírito de amizade no elenco foi enfatizado pelo atacante, que comentou: “É um grupo de amigos mesmo. E é duro ser amigo em meio a uma competitividade tão grande. A gente se une, torce genuinamente um pelo outro. No outro jogo, torci muito pelo Igor. Essa união torna mais fácil absorver tudo da forma mais positiva.”
O Brasil está agendado para enfrentar a Escócia na próxima quinta-feira (24), em Miami. Equiparados em pontos com o Marrocos, o Brasil lidera pelo saldo de gols. Para avançar à próxima fase, um empate seria suficiente.
Mesmo com sua excelente performance, Cunha não garante automaticamente sua manutenção como titular; o treinador Carlo Ancelotti ressaltou que a escolha foi pensada especificamente para o jogo contra o Haiti, deixando em aberto as possibilidades para o próximo confronto.
“Acho que, para esse jogo [contra o Haiti], a posição do Matheus era boa para criar problemas na defesa. Pode ser uma opção [para encarar a Escócia]. Não quero uma identidade clara [na forma de atuar]. Pode ser que no próximo jogo possamos mudar”, finalizou Ancelotti.























