O dia 5 de julho é uma data que os torcedores brasileiros gostariam de esquecer. Neste domingo, a seleção nacional enfrentou a Noruega e, com uma derrota 2 a 1, deu adeus ao sonho do hexa na Copa do Mundo 2026, realizada em Nova Jersey, Estados Unidos, nas oitavas de final.
Essa eliminação traz à tona tabus que parecem não se desfazer. Desde 2002, quando o Brasil venceu a Alemanha na final, a equipe não consegue derrotar um adversário europeu em uma fase eliminatória do Mundial. Além disso, a Noruega se mantém como o único país que a seleção brasileira nunca conseguiu vencer, acumulando agora três derrotas e dois empates ao longo da história.
Erling Haaland, a estrela do time norueguês, foi mais uma vez decisivo. Após marcar o gol da classificação na partida anterior contra a Costa do Marfim, o atacante fez dois gols no segundo tempo, aumentando sua contagem para sete gols nesta Copa, o que o iguala a Kylian Mbappé e Lionel Messi na artilharia do torneio.

O Brasil, que passou a ser eliminado pela sexta vez consecutiva em fases eliminatórias, registra sua pior campanha desde 1990. Agora, existe a possibilidade de um jejum de títulos que se estende até 2030, marcando 28 anos desde a última conquista, em 1994.
A Noruega se prepara para enfrentar o vencedor do confronto entre Inglaterra e México, que ocorrerá ainda neste domingo. O duelo das quartas de final está agendado para o próximo sábado, 11, em Miami, às 18h (horário de Brasília).
Falta de efetividade da seleção brasileira
Na partida, Ancelotti decidiu por Gabriel Martinelli no lugar de Lucas Paquetá, que estava lesionado. A Noruega, por sua vez, fez uma substituição na lateral direita, com Julian Ryerson retornando após se recuperar de lesão.
O início da partida mostrou a Noruega com uma postura ofensiva, e um susto ocorreu logo aos dois minutos quando um gol foi anulado por impedimento. O Brasil mostrou sua resposta com um pênalti convertido de forma fraca, defendido pelo goleiro norueguês. As oportunidades se sucederam, mas a falta de precisão no ataque foi um dos maiores problemas da equipe.
Erling Haaland, que continuou a ser um perigo constante, fez o primeiro gol aos 34 minutos do segundo tempo, colocando a Noruega em vantagem. Quase no fim, ele voltou a balançar as redes, marcando seu segundo gol na partida.
Nos acréscimos, o Brasil conseguiu marcar um gol de pênalti, convertido por Neymar, mas não foi o suficiente para mudar o destino do jogo.
























