A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, nesta sexta-feira (14), uma nova política que restringe a participação em competições femininas a atletas do sexo biológico feminino. Essa medida visa alinhar as normas da CBV com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
A verificação da elegibilidade será realizada por meio de testagem e triagem do gene SRY, geralmente através de um exame de sangue ou de esfregaço bucal.
O presidente da CBV, Radamés Lattari, comentou: “Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais e as vigentes para competições internacionais.”
As novas regras entram em vigor nas competições da Superliga A e B para a temporada 26/27, bem como na Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 e em eventos subsequentes.
Entre as atletas afetadas por essa política está a jogadora Tiffany, uma mulher trans que já teve sua participação em competições debatida no Supremo Tribunal Federal, onde a ministra Cármen Lúcia decidiu favoravelmente à sua atuação em jogos de vôlei.
Essa decisão da CBV gera repercussão nas políticas de inclusão e igualdade de gênero nas práticas esportivas, trazendo à tona um debate relevante sobre os direitos de atletas trans no esporte.























